A costura como herança, o cuidado entre linhas e a criatividade entre os dedos. A Com amor, Dora nasceu pela simples vontade de colocar a minha costura no mundo de uma forma criativa, colorida e aconchegante.

Dora

23 de novembro de 2015

O dia em que o meu coração parou

Minha vida mudou numa velocidade que a mais rápida das tartarugas iria desconfiar de tamanha destreza para tal feito de amor. Quero contar aqui sobre o dia em que o meu coração parou: Dora resolveu se abrir para o mundo e encontrar de vez o seu amor, o amor de um homem inteligente, bonito, cheio de jeitos para falar e filosofar sobre o amor, só amor. Signo de elemento terra o meu, ele água que há de abrandar a poeira que levanto toda vez que me movo, ele me cuida, me acalma, se doa e ganho paz. O saldo final é mais positivo que mil divãs e fatura de cartão de crédito estourado. Veio com uma força leve, uma mansidão de coração, fígado e pulmão. O meu amor da minha vida me conheceu quatro dias depois dos meus vinte e cinco anos, demorou nove meses para voltar e fazer casa no meu mundo moinho. Quando a gente se machuca, dói. E tem medo de doer e doer e doer e doer sem parar, sem cessar. Com ele não teve medo, teve esperança de ser. Escreveria mil linhas sobre o meu amor. Como disse, ele veio, deu vexame, esqueceu o óculos bêbado na minha bolsa e se perdeu no mundo. Beijou outras bocas, eu brinquei de achar um amor em cada esquina, trabalhei, dei o meu melhor, realizei um sonho, depois que o mar violento na terra de uma capricorniana se acalmou, ele veio feito um peixinho glub glub e me fez acreditar mais uma vez na felicidade. Sabe quando a gente acha que nada mais amor?! Mentira. Há amor sim, sempre haverá, não importa onde ele esteja e de onde ele venha, há amor, Dora. Aquela história clichê de saber se amar para deixar que o outro te admire, verdade. Passei noites a fio trancada no quarto imaginando se um dia seria feliz ao lado de um homem bom, de bem, se aquela solidão enfim se transformaria em solitude e tudo seria um infinito de luzes pisca-pisca. O meu amor ama pão, café e cigarros. Eu trabalho, acordo cedo e vivo de chá gelado. Medimos juntos três metros e vinte e seis centímetros. Ele escuta Caetano como eu escuto Rubel. Músicas de amor embalam nossas declarações de amor sobre filhos, futuro e sonhos. Laura, Irene, Rosa, Caetano e Francisco se os negócios prosperarem e ele passar num concurso público para professor. Quando ele dorme aqui em casa, cama grande, meia noite o sono vem. Paredes brancas, lençol rosa e uma janela para o mundo. Quando dormimos em Saramandaia a cerveja, os amigos dele, o sono se perde e a agonia de não desperdiçar tempo dormindo nos move. A cama de solteiro se transforma no mar de um pisciano com ascendente em câncer. Pois é, Dora, você está plena, leve e finalmente, feliz.

10005911_241551066028680_842518622_o

Tags: , , , , , , ,

2 respostas para “O dia em que o meu coração parou”

  1. Nayara disse:

    Ai Dora que lindo, vai da tudo certo.

  2. Iaiá disse:

    e fico eu cá, feliz também.
    por você, por mim e pelo Amor.
    ah, e por nós piscianos, abençoados que somos!
    ;)

Deixe uma resposta para Iaiá